Dado, Informação e Conhecimento

Tudo que vamos escrever aqui no blog são dados e informações que terão que ser processadas para se tornarem conhecimento.

Para entender melhor a diferença entre dado, informação e conhecimento segue a definição baseado em  DAVENPORT & PRUSAK (1998):

Dado: a matéria-prima essencial, quantificável, quase uma substância física a ser  armazenada, movimentada e manipulada. Trata-se de um conjunto discreto e objetivo do estoque de informação e conhecimento de uma empresa. Usualmente está armazenado em bancos de dados ou documentos da empresa.

Informação: uma associação de elementos de dados que adquire significado em algum contexto particular. As informações dizem algo, manifestando-se como uma mensagem que contém emissor e receptor, cujo significado envolve uma nova interpretação baseada em um conjunto de dados. Dentro de qualquer empresa há um complexo e contínuo fluxo de informações, seja por meios tecnológicos, como sistemas computacionais, ou por meio da interação entre as pessoas.

Conhecimento: é uma mistura fluida de experiências, valores, informação contextual e intuição, formando um framework (um “painel”) na mente de uma pessoa que a habilita a avaliar e obter novas experiências e informações. O conhecimento é a conseqüência mental de angariar informações e, em sua forma mais desenvolvida, apresenta-se como a capacidade de chegar a novas descobertas com base no aprendizado e na experiência.

Para Davenport & Prusak (1998), o conhecimento é interpretado como algo impossível de ser totalmente estruturado (fluido) e/ou capturado, pois “está presente somente na mente das pessoas”. Mais ainda, o conhecimento só se manifesta quando é utilizado, o que implica em uma característica importante: sua orientação para a ação. Nesta visão, a transformação da informação em conhecimento depende da capacidade das pessoas em interpretar as informações, gerar opções significativas de ação e implementá-las para alcançar os resultados desejados.

Por Evelize Hirata

O que é Gestão do Conhecimento (GC)

é um conjunto de práticas que procuram gerenciar as circunstâncias que o conhecimento precisa para prosperar na organização,

um de seus focos principais consiste na análise da relação entre os conhecimentos explícito e tácito da organização e suas formas de conversão.

O conhecimento advindo da experiência tende a ser tácito, físico e subjetivo, e que o conhecimento da racionalidade tem propensão a ser explícito, metafísico e objetivo.

O conhecimento explícito é aquele formal e sistemático, expresso por números e palavras, facilmente comunicado e compartilhado em dados, informações e modelos.

É, portanto, teorizado, abstrato e baseado na racionalidade.

Pode ser processado, armazenado e transmitido em textos, livros, apostilas e por computadores.

O conhecimento tácito pode ser dividido em: técnico e cognitivo.

Técnico quando descreve as habilidades informais do chamado know-how.

Cognitivo quando abrange os modelos mentais, crenças, percepções, a forma como vemos o mundo à nossa volta.

Sua natureza subjetiva e intuitiva torna-o difícil de ser processado ou transmitido por qualquer forma sistemática ou lógica.

O conhecimento tácito para ser eficazmente comunicado, necessita ser traduzido ou explicitado, e aí, por definição, deixa de ser tácito.

 O conhecimento precisa ser continuamente criado para garantir à organização uma vantagem competitiva sustentável.

Antes de ser explicitado, o conhecimento que constitui diferencial competitivo passa dentro da organização pelo processo de conversão, chamado de socialização, quando é disseminado ainda na forma tácita.

Trata-se do processo de compartilhar experiências, criando novo conhecimento tácito como modelos mentais e habilidades técnicas.

Pode ser adquirido sem a utilização da linguagem, mas por meio de observação, imitação ou prática.

A chave para adquirir esse conhecimento tácito é o contato com o conhecedor, a vivência, a experiência.

O processo de socialização ocorre apenas com relativo sucesso, por exemplo, em práticas de on-the-job training, sessões de brainstorm, contato das áreas de projeto com as áreas de campo, etc.

Eduardo Arndt

20 Coisas que aprendemos para Inovar, resolvemos compilar e compartilhar aprendizados sobre Gestão do Conhecimento:

        Que lições você acrescentaria?

 

Por Allam Barros


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Uma grande contribuição da Gestão do Conhecimento
Ao conversarmos com nossos colegas sobre práticas que poderiam tornar sua vida profissional mais produtiva, é comum observamos certa concentração em determinadas ações.

Normalmente vem a figura do chefe, que é considerado, por muitos, como um grande responsável pelas dificuldades de crescimento profissional.

Aliás, a palavra chefe já nos remete ao período indígena, quando cada tribo possuía um “chefe”, aquele senhor que normalmente, devido sua idade, tinha experiência o suficiente para tomar as melhores decisões.

A mudança da chefia só acontecia com a morte dele.
Também encontramos o termo chefe nos grupos de animais, o de leões é um deles. O chefe do grupo tem prioridade sobre as fêmeas e desta forma perpetua seus genes. O motivo desta liderança? A força.

Com o decorrer dos anos, outros leões mais novos poderiam desafiar o chefe e conquistar o seu cargo, a base da força...

Embora haja esta diferença quanto ao fator que justifica o cargo de chefia, existe, dois fatos em comum, nestas situações...

Todos os elementos do grupo, que não são chefes, possuem suas atribuições dentro do grupo bem definidas e respeitam as decisões tomadas pelas chefia.

Com o passar do tempo, temos visto que muitos de nós passamos a delegar ao chefe não somente as tomadas de decisões, mas principalmente, os motivos por não atingirmos os nossos objetivos...

Grande equívoco...
Não dependemos de ninguém para que possamos atender nossas metas pessoais, que são realmente aquelas que se perpetuam para sempre.

Em nosso trabalho, por exemplo, por mais que tenhamos, ainda mais nos dias de hoje, muitas ações que inibem nossas atividades, somo muito maiores que tudo isso.

O conhecimento é uma destas coisas que nos torna maior...
Ao desenvolvermos, de forma deliberada, atividades em prol do resgate, compartilhamento e disseminação de conhecimentos, nos mostramos ainda maiores do que somos, ou que supostamente, qualquer chefe acha que somos.

Talvez esta seja uma das maiores contribuições que a gestão do conhecimento pode proporcionar para o atendimento de nossas metas.... a total dependência de nós mesmos.

 

Por Allam Barros

 

Gestão do Conhecimento pode ser entendida a partir de sete dimensões da prática gerencial

a) O papel indispensável da alta administração na definição dos campos do conhecimento, no qual os funcionários da organização devem focalizar seus esforços de aprendizado, além do seu papel indispensável na clarificação da estratégia empresarial e na definição de metas desafiadoras e motivantes.

b) O desenvolvimento de uma cultura organizacional voltada à inovação, experimentação, aprendizado contínuo e comprometido com os resultados de longo prazo e com a otimização de todas as áreas da empresa deve ser uma das preocupações fundamentais da alta administração.

c) As novas estruturas organizacionais e práticas de organização do trabalho, que diversas empresas, em diferentes setores e em diferentes países, estão adotando para superar os limites da inovação, do aprendizado e da geração de novos conhecimentos, impostos pelas tradicionais estruturas hierárquico-burocráticas. Em grande medida, essas novas estruturas estão baseadas no trabalho de equipes multidisciplinares com alto grau de autonomia.

d) As práticas e políticas de administração de recursos humanos associadas à aquisição de conhecimentos externos e internos à empresa, assim como à geração, difusão e armazenamento de conhecimentos na empresa.

e) Os avanços na informática, nas tecnologias de comunicação e nos sistemas de informação estão afetando os processos de geração, difusão e armazenamento de conhecimento nas organizações.

f) Esforços recentes de mensuração de resultados sob várias perspectivas em sua comunicação por toda a organização. Destacam-se, em particular, esforços recentes de autores e empresas preocupadas em avaliar várias dimensões do capital intelectual.

g) A crescente necessidade de as empresas se engajarem em processos de aprendizado com o ambiente , em particular, por meio de alianças com outras empresas e do estreitamento do relacionamento com clientes.

.Alexandre T. B Silva

Gestão de Pessoas associada à Gestão do Conhecimento

Características favoráveis ao processo de desenvolvimento do aprendizado e da criatividade individual:

a) São indissociáveis dos aspectos emotivos e dependentes da motivação intrínseca, pois:
- envolvem um indissociável processo mental e emocional;
- resultam da resolução de tensões e liberação de angústias, principalmente quando envolvem avanços importantes;
- processam-se, em grande medida, no subconsciente; disso advém a importância da intuição e do conhecimento tácito.

b) Dependem de contatos com outros e de experiências concretas, pois:
- são processos ativos e laboriosos, que envolvem todos os sentidos do corpo;
- dependem das experiências, tentativas, erros e contatos sociais de cada indivíduo;
- estão associados a mudanças de comportamento e a um permanente processo de reformulação dos modelos mentais e mapas cognitivos.

c) Beneficiam-se sobremaneira de diferentes inputs e perspectivas.
- A principal vantagem competitiva das empresas baseia-se no capital humano, ou ainda, no conhecimento tácito que seus funcionários possuem. Esse é difícil de ser imitado, copiado e modificado. É ao mesmo tempo individual e coletivo; leva tempo para ser construído e, de certa maneira, é invisível, pois reside na cabeça das pessoas. A Gestão do Conhecimento está, dessa forma, intrinsecamente ligada à capacidade das empresas de utilizarem e combinarem as várias fontes e tipos de conhecimento organizacional para desenvolverem competências específicas e capacidade inovadora, que se traduzem permanentemente em novos produtos, processos, sistemas gerenciais e liderança de mercado. A velocidade das transformações e a complexidade crescente dos desafios não permitem mais concentrar esses esforços em alguns poucos indivíduos ou áreas das organizações.

Alexandre T. B Silva

As empresas passaram a se preocupar e dar mais atenção para a gestão do conhecimento nos anos 90. Isso por conta do avanço da globalização, e principalmente impulsionado pela facilidade ao acesso à informação.

Com o desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação ficou mais fácil armazenar, recuperar, trocar, ordenar e principalmente compartilhar as informações. Sendo assim, as empresas passaram a ter mais acesso à informação de diversos tipos e qualidade porém, conseguir transformar a informação em conhecimento ainda só é possível com a intervensão das pessoas. Mas qual é o valor do conhecimento?

No mundo atual conhecimento é um ativo intangível e valioso, uma prova disso é o valor de empresas como o Google que tem como principal patrimônio ativos intangíveis como o conhecimento de seus usuários, as competências de seus líderes, valor da marca etc. 

Uma eficiente gestão do conhecimento pode ser decisiva para a definição da estratégia das organizações como lançamento de novos produtos, aquisição de empresas, encerramento de atividades, abertura de novas unidades. Enfim, uma empresa não sobrevive hoje se não souber fazer um bom uso das informações e do conhecimento nela disponível.

 

Por Evelize Hirata

Os benefícios da gestão do conhecimento nas organizações

A Gestão do Conhecimento ajuda a resolver problemas de competitividade e inovação nas empresas. Cada vez mais é encarada como um elemento central no desempenho organizacional, pois possuir um elevado número de conhecimento é fundamental. É tão importante como todos os outros recursos existentes numa organização.

Mas o que é a Gestão do Conhecimento nas organizações? É a vertente responsável pelos processos de criar, recolher, organizar, difundir, usar e explorar o conhecimento dos colaboradores. Deverá ser entendida como a abordagem de integrar, identificar, gerir e partilhar toda a informação da empresa seja ela, base de dados, políticas, procedimentos, cultura, processos, assim como todas as experiências pessoais dos seus trabalhadores.

De uma forma empírica, pode afirmar-se que conhecimento é o fato ou a condição de saber, obtido através da vivencia, da experiência ou de uma associação. Todo este saber reside ou tem potencial para ser guardado na nossa mente, e/ou ser armazenado em uma organização, nos seus processos, produtos, serviços, sistemas e documentos.

Assim, as firmas que decidam implementar a Gestão do Conhecimento, devem adotar uma abordagem que veja a organização como uma comunidade humana, cujo conhecimento coletivo representa um diferencial competitivo em relação aos seus mais diretor concorrentes. É através do conhecimento coletivo que se baseiam as competências competitivas essenciais. Um dos objetivo na implementação da Gestão do Conhecimento é colocar os colaboradores das empresas em contacto, criando desta forma grupos de profissionais expostos a classes de problemas e tentativas comuns de solução que, através da troca de experiências e informações, aumentem e refinem o conhecimento organizacional.

Os benefícios das organizações adotaram uma estratégia de Gestão de Conhecimento são numerosos, pois oferece maior agilidade e capacidade de resposta, sendo que aumenta o rendimento dos trabalhadores e contribui para que estas se tornem mais competitivas e rentáveis. Se for bem implementada, aumenta a produtividade de negócio e melhora a tomada de decisão. Outro aspecto importante, passa por compartilhar o conhecimento internamente, atualizar, processar e aplicá-lo em benefício organizacional, criando desta forma novos conhecimentos para a empresa.

Outra vantagem das organizações investirem na implementação de uma Gestão de Conhecimento é o time-to-market, cuja capacidade permite que a tomada de decisão seja feita com maior rapidez e eficiência, maximizando assim a obtenção de melhores resultados. Mas para haver uma maximização nos resultados, a implementação da Gestão do Conhecimento deve iniciar-se por áreas ou processos para que dessa forma o impacto seja relevante e a todos abranja. É importante ainda, que a mesma seja vista como prioritária e que seja feita uma análise do custo/benefício sob a óptica operacional e financeira, tendo em conta a estratégia de uma organização.

Atualmente as organizações têm vindo a reconhecer que o conhecimento é necessário para mantê-las competitivas no mercado e melhorar significativamente o seu desempenho, mas os fatores críticos de sucesso na implementação de uma Gestão de Conhecimento passam por fomentar uma boa comunicação, ou seja explicar a todos os colaboradores de uma organização, qual o seu papel e a sua verdadeira importância. A Gestão de Conhecimento deve passar a fazer parte da cultura da organização para que todos os colaboradores entendam a sua necessidade.

Para que não haja resistência à sua implementação é importante que a gestão de topo esteja bastante envolvida, isto porque, a aceitação por parte dos colaboradores é facilitada e a resistência é menor se o projeto for feito a partir do comprometimento dos seus executivos.

Só é possível obter sucesso e benefícios na implementação de uma Gestão de Conhecimento em qualquer tipo de organização, se a cultura organizacional for positiva em relação à geração, partilha, socialização e transferência de conhecimento.

Pode-se aferir, que a Gestão de Conhecimento é um valioso recurso estratégico cada vez mais utilizado pelas empresas. Isso porque, a partir do momento que a organização possui pleno conhecimento sobre o seu negócio, esta torna-se mais competitiva. Uma boa Gestão de Conhecimento permite conhecer os pontos fortes como também os pontos fracos dos recursos de uma organização, o que facilita a busca da melhoria contínua e a correção dos seus recursos.

Mas para conseguir aumentar os benefícios da Gestão de Conhecimento será preciso desenhar estratégias de implementação. Algumas passam por estar consciente que a Gestão de Conhecimento não é uma moda nem uma ferramenta de gestão, mas antes de mais uma filosofia organizativa, sendo que a implementação de uma eficaz Gestão de Conhecimento não é nada fácil. Isso porque, se a mensagem não for bem passada, os colaboradores não entendem a sua importância e vão achar que a partilha do seu conhecimento significa perder a propriedade intelectual das suas idéias, assim como dos métodos e dos processos. Por estas e outras razões é importante trabalhar esta idéia e implementar uma boa gestão da mudança, antes de iniciar a sua implementação, para que desta forma a Gestão de Conhecimento passe a fazer parte da própria estrutura física da empresa e da sua cultura organizacional.

Pode-se concluir que quando uma organização consegue catalisar o conhecimento individual em prole do conhecimento organizacional e colocá-lo ao serviço dos seus produtos e serviços, atinge patamares de performance, otimização e inovação que beneficiam em muito uma organização.

Tornar gestores e funcionários capazes de aumentar a competitividade das suas empresas por meio da inovação é um dos maiores benefícios quando se implementa uma Gestão de Conhecimento com sucesso. A mesma fornece um conjunto de diretrizes, que permite que as empresas aprendam com a sua própria experiência no mercado (learning organization) e com isso, se tornem mais inovadoras e competitivas.

por Nádia Tadeu Miranda e Luis Joyanes Aguillar

Eduardo Arndt

Como colocar em prática ?

Para implementar uma gestão de conhecimento, existem alguns fatores críticps para obter sucesso, são eles :

• Cultura da empresa
• Apoio da alta gerência
• Vinculação ao valor econômico
• Alguma orientação para processos
• Infra-estrutura técnica disponível
• Clareza de linguagem (terminologia
única e entendida por todos)
• Algum nível de estrutura de
conhecimento

Além da estrutura tecnolócica, é necessário o engajamento de todos no processo de implantação da GC, afinal o conhecimento mais importante da organização é o tácito, ou seja, ele está nas pessoas e precisam ser transformados em explícito para que seja possível armazenar, catalogar e disseminar.


por Alexandre Miraldo

Afinal, o que é Gestão do Conhecimento ?

Segundo o Gartner Group :


“É uma disciplina que promove, com visão integrada, o gerenciamento e o compartilhamento de todo o ativo de informação possuído pela empresa. Esta
informação pode estar em um banco de dados, documentos, procedimentos, bem como em pessoas, através de suas experiências e habilidades”.

Depois de ler alguns textos que continham a definição, percebi que o assunto é muito vasto, temos diversos conceitos e autores falando sobre o tema, contudo, percebemos alguns pontos em comum sobre a definição de gestão de conhecimento:

• Não é uma tecnologia, mas usa de tecnologia para guardar, armazenar e disseminar
• É uma metodologia que precisa ser implantada ajustada e gerenciada, não é um produto que podemos adquirir
• Não funciona sem mudanças culturais e gerenciais
• O grande desafio é transformar conhecimento tácito em explícito

Além de muito interessante, a gestão de conhecimento contribui estratégicamente para atingir objetivos da corporação, melhorar o nível de engajamento e muitos outros benefícios.


por Alexandre Miraldo

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